sábado, 14 de fevereiro de 2009

The Beast in Dubai na Sexta Feira 13














I left alone, my mind was blank....

I needed time to think to get the memories from my mind.


Sai sozinho, minha mente estava vazia, precisava de um tempo para tirar as memórias da minha mente. The Number Of The Beast (tradução)


Estas palavras foram escritas por Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden após receber a tarefa de compor durante o seu teste para entrar na banda ("_Vai la fora e escreve alguma coisa."Disseram seus colegas de banda). Esta estrofe descreve bem o estado que deixei a casa de minha amiga rumo à minha após chegar do show do Iron Maiden em Dubai. Sai pasmado, uma mistura de transe e alegria, e até agora estou encadernando as idéias para poder publicá-las.


Os leitores deste site que estão acostumados à descrição do quotidiano aeroportuário ou da vida em Dubai irão achar esta postagem diferente. Não era pra menos, prever os múltiplos gostos dos geminianos é tarefa impossível.


Quem já me conhece a mais tempo sabe da minha paixão por Rock em especial Heavy Metal. E também sabe da minha visão de que um show de Heavy Metal acontece não só em cima do palco mas começa fora do estádio, a partir da entrada, a multidão, os fãs e os cenários aos quais assistimos que formam um show à parte e, finalmente, o espetáculo sobre o palco.


Este show começou às quatro da tarde com a abertura do Dubai Media City Amphyteather, no coração da cidade, cercado pelos arranha-céus enormes. A organização excelente, sanitários limpos, restaurante requintado (especializado em cordeiro assado com uns pufs lindos pra sentar) .No quiosque de laricas, batata frita, frango assado e shawarma ( sanduba árabe com pão sírio e recheio de frango ou carne, conhecido no Brasil como churrasquinho grego. É, aqui eles adoram aquela coisa rodando no espeto que depois é fatiada e enrolada no pão). O "brecinha" tava 182 reais pista e 368 area VIP ( uma gaiola em frente ao palco).


Cheguei ao estádio "atrasado" o show começava às nove cheguei às oito, mas depois dos amigos que combinei de encontrar. A Ana Karina, já famosa pelo site Ah! Libanesa e o Rui, agora famoso pelo vídeo que fez da Angelina Jolie (ele que cedeu o video deste show) embarcando para Kabul aqui em Dubai.


Até então Dubai me pareceu uma cidade fria, onde as pessoas se relacionam somente à negócio, trabalho ou satisfação das necessidades físicas (transar - não chamo isso de sexo). Os arranha-céus cercam a cidade de luxo e a ostentação é o maior hobby da população abastada. Lá dentro era diferente. A galera era das mais variadas, haviam pessoas de todos os países do mundo. . Misturavam-se rockers e patricinhas, HOGs (moto clubes de Harley- motociclistas de boutique) e motociclistas e nacionalidades variadas num lugar que parecia um pátio gramado em meio a arranha-céus absurdamente grandes.


Chamou-me a atenção um grupo de Omanis (de Omã sei lá como se fala em português, em árabe é assim). O pessoal me perguntou se eu era do Brasil (estava usando minha jaqueta do moto clube com a bandeira e meu nome bordados). Um deles me falou que conhecia a galeria do rock e adorava Sepultura, bati uma foto da turma. Fotografei também os Iraquianos, lá no país deles os grupos de fanáticos perseguem a galera do metal e eles não podem manifestar-se livremente.


este que vos escreve que saiu de casa com problemas, mecânicos na moto, largou a bandeira para trás. Qual foi a minha admiração quando um grupo de alemães (e alemãs!) me abraçou, "_Você é do Brasil? Rock in Rio! Primeira ve que não ouvi futebol ou Pelé (gosto dos dois mais confesso que preferi o Rock in Rio) os russos bateram fotos comigo (prometeram enviar-me).

Os Iranianos também trouxeram uma bandeira onde estava escrito Iran com as letras do Iron. Ficou legal à bessa. O lugar esbanjava calor humano. Pois é, o Rock não tem fronteira.



A abertura do Show ficou por conta da filha do contrabaixista do Iron, Lauren Harris. Excelente presença de Palco, me pareceu um doce de garota. Deixou a marmanjada babando. O Iron? Bem o Iron foi...foi...pronto me emocionei de novo! Foi lindo. Chorei de tanta alegria. Foi cruel a notícia dada por Bruce Dickinson de que ouviremos as músicas mais antigas pela última vez ao vivo nesta tour. No fim do show o Rui e a Ana conseguiram a pele da bateria do Nicko Mackbrain, autografada e a palheta do Adrian Smith.

Screem for me Dubaiii. Ainda está ecoando nos meus ouvidos!

VEJA AQUI A MINHA MATÉRIA NA REVISTA DYNAMITE


Long live to the Maiden!

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